mourinho como gestor de conflitos
mourinho como gestor de conflitos

Gestão de conflitos e resultados

Onde há pessoas, há conflitos. Essa verdade precisa ser encarada e principalmente normalizada. Pessoas reunidas de forma rotineira e sistemática vão entrar em discussões, desacordos e conflitos, principalmente no meio profissional, onde todos buscam gerar resultados e não ser cobrados pela falta deles.

Entender que isso é normal, e muitas vezes até saudável para encontrar melhores soluções, é fundamental para lidar com a situação de maneira mais assertiva e eficaz.

Tanto no meio corporativo como no futebol, se os conflitos se sobressaem ao propósito, a produtividade vai ser afetada. Ninguém performa bem se estiver incomodado com algo ou com alguém. Por isso a importância de falarmos sobre isso.

Na linguagem do futebol falamos que o treinador tem que ser bom de vestiário. Nas empresas isso não é diferente. Muitas vezes o ego e a vaidade de pessoas do time podem afetar o resultado coletivo. Tanto Mourinho quanto Pepe Guardiola são unânimes em afirmar que  “o ego é a fonte da maioria dos problemas de uma equipe”.

Uma das lições de liderança no futebol é sobre lidar com essas questões. Em qualquer ramo também é necessário administrar divergências e conflitos. Afinal, há o risco de situações desagradáveis. Mas aqui é fundamental entrar o papel dos gestores para evitar que o clima tenso se propague e afete todo o ambiente de trabalho.

O que é gestão de conflitos?

Gestão de conflito são ações que buscam a harmonia entre os colaboradores, solucionando as divergências que surgem no dia a dia no ambiente de trabalho. Administrar conflitos sempre foi uma preocupação para os gestores, justamente pela diversidade de opiniões e personalidades dentro do grupo. Situações internas e externas que são vistas como causas de conflitos costumam ter três pontos de origem:

  1. Estruturação – quando há falhas em fluxos de trabalho, na política da empresa ou falta de controle em mudanças
  2. Comportamento – funcionários com problemas emocionais, condutas inadequadas ou percepção muito distinta entre colaboradores sobre o negócio
  3. Influência Externa – quando algo de fora impacta na rotina da empresa, como novas regras ou legislações, ou eventos de força maior como a pandemia.

Gerenciar conflitos é administrar e equilibrar os pensamentos/ações das pessoas para dar andamento e continuidade do trabalho eficientemente. E isso passa pelo relacionamento e comunicação, como pontuamos neste artigo.

O papel da liderança: relacionamento e comunicação

Franz Beckenbauer, bicampeão mundial pela Alemanha como jogador e capitão em 1974, e como técnico em 1990, sempre bateu forte na tecla da comunicação com o time.

 “Nunca tive medo de dar longos discursos aos jogadores. Era importante que eles tivessem todas as informações.”

Mais uma lição que a gente aprende através do futebol. Comunicação e Relacionamento: são estas as chaves tanto do sucesso quanto do fracasso numa gestão de time/equipes. Um time que se relaciona bem tem a tendência de se comunicar de forma clara, e consequentemente, faz a engrenagem da empresa funcionar melhor, pois quando há conflitos, eles são resolvidos de maneira mais rápida.

O líder precisa cuidar das pessoas e dos relacionamentos interpessoais de quem trabalha com ele. Cuidar da forma de se relacionar, se comunicar de acordo com o momento e com a pessoa que trabalha. afinal, as pessoas são diferentes e recebem as informações e cobranças de maneiras distintas.

Por exemplo, há colaboradores que produzem melhor diante de uma comunicação firme, e de uma projeção de grandes desafios, já outros colaboradores produzem mais quando há uma fala mais acolhedora, com prazos mais definidos e planejamento bem feito de tarefas. Entender isso fará com que os conflitos diminuam, uma vez que a abordagem será pontual.

Mas para que isso aconteça, a liderança precisa conhecer bem as pessoas do seu time, e para isso é fundamental o relacionamento. A gente só compreende o outro quando se importa em saber quem ele é de fato.

Para conhecer bem sua equipe, o líder precisa se aproximar, tomar conhecimento das suas expectativas e desejos dentro da empresa e também seus gostos pessoais. Buscar se aprofundar um pouco na vida do colaborador, transmitir segurança e preocupação com seu futuro, incentivar os estudos e o desenvolvimento pessoal. Essas ações são simples mas refletem em grande engajamento para soluções de problemas e alta performance quando o momento exigir.

O líder também deve identificar os problemas e resolvê-los o mais rápido possível, uma vez que um pequeno atrito pode vir a se transformar em algo difícil de gerenciar, se não tiver a devida atenção no momento certo.

Ouvir as pessoas e suas demandas diárias ajuda muito a antecipar os problemas que poderão surgir, e no caso de já estar em vias de divergências, ouvir com atenção e acolhimento as partes envolvidas é essencial para resolver o provável problema.

E por fim, o coletivo precisa estar acima do individual, mais uma habilidade que o futebol ensina. A presença de craques em uma equipe sempre pode ser benéfica e alavancar os resultados. Mas, para que isso aconteça, cabe ao treinador manter o coletivo acima do individual. Os mais talentosos do time não devem tentar resolver as partidas sozinhos. Se forem por esse caminho, o desempenho coletivo cai e a equipe desaba.

O papel do gestor de equipes é garantir que os maiores talentos possam contribuir de forma decisiva para bons resultados. Mas sua atuação precisa dar suporte a um esforço coletivo. Lembre-se que o sucesso de um time de futebol ou de uma empresa começa pelo jogo em equipe.

Bons líderes são fundamentais

Todos os times vencedores possuem uma liderança diferenciada e estratégica. Em geral, o líder é o elemento fundamental para o sucesso de uma equipe. Grandes líderes sabem se comunicar com seus subordinados e constroem estratégias sólidas. É preciso que todos compreendam o que devem fazer para que o coletivo funcione bem.

Um bom gestor precisa conquistar a confiança do grupo pela sua competência e lealdade. É a tal história de ter os atletas jogando por eles. Dentro do ambiente profissional essa máxima também funciona muito bem. O objetivo é criar relacionamento para que os colaboradores engajem e façam seu melhor pois há uma construção de confiança.

Texto de Gisele Kumpel.

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