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Biblioteca Ruy Carlos Ostermann #25 – os livros de Samory Uiki

Samory Touré é um símbolo da resistência africana na Guiné no século XVIII durante a invasão francesa no país. Foi o líder de um importante império, que não está nas páginas dos livros de história, visto que lutou contra o colonialismo e a exploração europeia. 

Em 2021, um outro Samory, o Uiki de Porto Alegre, é um dos representantes do Brasil na disputa do salto em distância nos Jogos Olímpicos de Tóquio. E hoje, é nosso convidado da Biblioteca Ruy Carlos Ostermann

Samory Uiki Fraga nasceu há 24 anos e é um exemplo enorme de como o esporte pode mudar a vida das pessoas. Aos 8 anos, ele ganhou uma bolsa para frequentar a escolinha de atletismo da Sogipa graças a uma parceria com a prefeitura, através da qual o clube cede vagas para crianças carentes. Logo nos primeiros treinos, destacou-se e recebeu também uma bolsa de estudos de uma escola particular parceira do clube gaúcho. 

Assim, a Sogipa tornou-se a segunda casa de Samory e seus dias se dividiam entre a pista de atletismo e a biblioteca do clube. Estudioso, muito inteligente e com ótimos rendimentos no esporte, recebeu mais de uma dezena de convites – com direito a bolsa – de universidades norte-americanas. Assim, foi estudar Relações Internacionais na Kent State University, em Ohio e adiou os projetos esportivos por quatro anos.  

E agora foi a vez de fazer o contrário. Ao atingir o índice olímpico em abril, Samory adiou o mestrado para estar nos Jogos Olímpicos de Tóquio, mas não deixou de estudar. Leitor nato, ele sempre compartilha suas leituras nas redes sociais, com debates importantes para tornar o mundo melhor, como política, racismo e educação. 

Samory Uiki pode não ganhar medalha em Tóquio, mas isso pouco importa. O que ele representa para tantas crianças que nunca imaginaram estudar fora do país ou participar de uma Olimpíadas vale muito mais que um pódio.

Confira agora as dicas de Samory Uiki!

Ensaio sobre a lucidez, José Saramago

Fala, Samory! Um dia, de repente, mais da metade da população  resolve votar em branco numa eleição municipal. O livro começa a contar os desdobramentos desse desse ação. Começa a acontecer uma série de coisas que nos faz perceber como a democracia pode se tornar frágil, dependendo do que os governantes estão pensando ou planejando fazer. Dá para fazer um um leve paralelo aí com a situação atual. Esse é meu livro favorito, até reli ele esse ano. Em alguma parte, ele é meio enrolada porque talvez seja a continuação do “Ensaio sobre a cegueira”. Mas não necessariamente precisa ter lido ele antes para entender “Ensaio sobre a lucidez”.


O jardim de bronze, Gustavo Malajovich

Fala, Samory! É um livro de mistério, talvez um romance policial, eu acho. Um belo dia, uma guriazinha desaparece e o pai dela faz de tudo pra ir atrás, tentando encontrá-la. Eu não gostava muito de livro de mistério, de suspense, mas depois que eu li esse livro, parece que abriu as portas para esse gênero. 


Nascido do crime, Trevor Noah

Fala, Samory! Um livro extremamente engraçado, mas muito engraçado mesmo. O escritor é um comediante, contando a história da infância dele, quando ele vivia na África do Sul. Tem muita história boa assim com ele e com a mãe dele, das coisas que aconteciam para apartar e dar fim nos perrengues que eles passaram. É um livro super leve, daqueles que tu tranquilamente devora.

Texto de Júlia Vargas.

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