O papel do Executivo de Futebol

O papel do Executivo de Futebol
Por Mônica Gomes

Enquanto para torcedores envolve paixão, gestores tratam o futebol como negócio. A indústria esportiva representa um dos maiores mercados de entretenimento do mundo, movimentando bilhões de dólares anualmente. Como todo negócio, o esporte demanda gestão, estratégias e objetivos, através da contratação de profissionais capacitados, que não coloquem a emoção na ponta da caneta na tomada de decisões.

No Brasil, os clubes de futebol estão buscando a profissionalização, através de cargos executivos, processos administrativos e perspectivas de gestão. Entretanto, as figuras políticas ainda possuem grande espaço nas equipes brasileiras. Neste contexto, a mudança deve iniciar dentro dos clubes, construindo uma estrutura composta por gestores aptos para planejar, organizar, dirigir e controlar, desde o departamento de futebol, até jurídico, financeiro, marketing, recursos humanos e demais setores.

No coração do clube, está o executivo de futebol. Seu objetivo principal é proporcionar o funcionamento do departamento de futebol de base e profissional. Além disso, é responsável por representar o clube junto a entidades esportivas. Para exercer este cargo, supervisiona gerência de futebol e todas as áreas relacionadas diretamente ao campo.

O profissional deve estar apto para desenvolver a política de capacitação de jogadores de base e programas de treinamento para atletas de alta performance, avaliar relatórios dos observadores técnicos e programas de seleção, investigar jogadores de fora do país para recomendar novas contratações e analisar relatórios de fisiologia. Todavia, suas funções vão além da contratação de jogadores; responde pela organização, coordenação e supervisão de todas as atividades do clube relacionadas com o futebol.

Por tanto, suas competências devem estar acima do entendimento de performance dos atletas e suas equipes, através do conhecimento técnico e expertise em diferentes áreas. A exemplo disto, o executivo de futebol necessita de compreensão financeira, para aprovar relatórios de custos e orçamentos; e familiaridade com direito esportivo e trabalhista, para elaborar política de salários, celebração, rescisão de contratos e direito de imagem. Ademais, é relevante que o executivo tenha competências referentes a recursos humanos, para motivar sua equipe e implementar programas de produtividade e premiações.

Além do conhecimento técnico, é essencial que o executivo de futebol tenha habilidades interpessoais, isto é, um conjunto de capacidades para se relacionar com outras pessoas: comunicação, negociação, empatia, respeito, ética e outras características que fortaleçam conexões e estabeleçam relacionamento mais sólidos com demais gestores, treinadores, comissão técnica, atletas, agentes, investidores, setores administrativos, confederações, federações e demais entidades futebolísticas.

O papel do executivo de futebol está muito além da habilidade de negociação para representar o clube, diante dos interesses referentes aos calendários de competições, e de mediação de acordos comerciais com os agentes de futebol. Sua função está na consistência entre discurso e prática, que inspire confiança e transparência nas relações. Seu ofício está na tomada de decisões racionais, deixando a emoção para as comemorações nas vitórias e campanhas de marketing. É fundamental que o executivo de futebol entenda de gestão de negócios e gestão de pessoas. Além de gestor, é essencial que tenha valores de um verdadeiro líder. Seu cargo precisa ser estratégico, não “político”.

PALESTRA: O papel do Executivo de Futebol

Em mais uma atração promovida pelo Hub, teremos um dos diretores-executivos mais vitoriosos no cenário do futebol nacional nos últimos anos: Newton Drummond, o Chumbinho. 

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