
O Grupo A apresenta um cenário equilibrado, com destaque para República Tcheca (69%) e México (65%), que chegam com os maiores índices de NAC (Nível de Aptidão Competitiva) para a Copa do Mundo 2026. Ambos aparecem no Nível 3, indicando seleções com boa consistência competitiva e potencial para avançar às fases eliminatórias.
A África do Sul (46%) e a Coreia do Sul (42%), classificadas no Nível 2, formam a segunda prateleira do grupo. Apesar dos percentuais inferiores, ambas apresentam evolução positiva em relação aos ciclos anteriores, especialmente a África do Sul, que registrou crescimento significativo em seu índice NAC.
No aspecto de renovação e valorização dos elencos, a Coreia do Sul lidera a variação de valor de mercado (+115 milhões de euros), demonstrando forte desenvolvimento de seus atletas e uma estratégia voltada para a consolidação de uma geração competitiva. Em contrapartida, o México (-115,2 milhões de euros) e a República Tcheca (-43,2 milhões de euros) apresentaram retração nesse indicador, sugerindo uma fase de transição ou readequação do valor agregado de seus plantéis.
Outro ponto relevante identificado pela metodologia NAC é o equilíbrio etário das seleções. Com médias variando entre 25,8 e 27,4 anos, o grupo reúne equipes que combinam experiência internacional e capacidade física em níveis adequados para competições de alta intensidade. A República Tcheca apresenta o elenco mais jovem entre os favoritos, enquanto México, Coreia do Sul e África do Sul mantêm perfis maduros e competitivos.
A análise também evidencia que o histórico recente de evolução dos indicadores pode desempenhar papel decisivo durante o torneio. A República Tcheca (+26,92%) e o México (+19,23%) registraram os maiores avanços em seus índices NAC, reforçando a percepção de crescimento competitivo. Já a Coreia do Sul apresentou queda de 5,70%, o que sugere a necessidade de recuperação de desempenho para manter-se na disputa pelas primeiras posições do grupo.
Em resumo neste Grupo A, México e República Tcheca iniciam a competição como favoritos à classificação, sustentados pelos maiores índices de aptidão competitiva do grupo. Entretanto, o crescimento estrutural observado na África do Sul e a capacidade de valorização e renovação da Coreia do Sul indicam um cenário aberto, com potencial para disputas equilibradas e possíveis surpresas ao longo da fase de grupos.

Grupo B com NAC equilibrado

O Grupo B apresenta um cenário bastante equilibrado, com destaque para o crescimento significativo do Canadá em relação ao ciclo anterior. A seleção canadense elevou seu NAC de 58% (Nível 3) para 77% (Nível 4) em relação a Copa América de 2024, registrando a maior evolução do grupo (+19,23%). Mesmo com uma redução de € 50,42 milhões no valor médio de mercado do elenco, a equipe demonstra maior maturidade competitiva, com idade média de 26,0 anos, consolidando-se como a principal força do grupo segundo os indicadores do Diagrama NAC.
O Catar aparece como a segunda equipe mais bem posicionada do grupo, apesar da queda de desempenho em relação ao ciclo anterior referente a Copa da Àsia 2023/2024. O NAC passou de 73% para 58%, mantendo-se no Nível 3. A equipe também registrou redução no valor médio de mercado, passando de € 30,0 milhões para € 17,93 milhões, enquanto a idade média aumentou para 29,1 anos. Os dados sugerem uma seleção mais experiente, mas que enfrenta desafios para manter os níveis de competitividade observados nos últimos anos.
A Suíça mantém um perfil de grande estabilidade dentro do grupo. Seu NAC caiu de 73% para 65%, permanecendo no Nível 3 referente à Eurocopa 2024, com idade média praticamente inalterada (27,7 anos). O valor de mercado também se manteve estável, alcançando € 322,10 milhões, o maior entre todas as equipes do grupo. Esses indicadores reforçam a consistência da seleção suíça, que continua sendo uma das candidatas à classificação para a fase eliminatória.
Já a Bósnia e Herzegovina apresenta a maior queda de desempenho entre os integrantes do Grupo B. O NAC recuou de 61% para 31%, resultando na mudança do Nível 3 para o Nível 2 referente a seu último jogo das eliminatórias da Eurocopa 2024. Apesar disso, a seleção registrou uma importante renovação de elenco, reduzindo sua idade média em quatro anos (de 30 para 26 anos) e aumentando seu valor de mercado em € 35,9 milhões. Os números indicam um processo de reconstrução que ainda não se refletiu integralmente nos indicadores de desempenho competitivo.
De acordo com o Diagrama NAC, o Canadá chega ao Grupo B como a equipe mais fortalecida para a Copa do Mundo de 2026, enquanto Suíça e Catar formam um bloco intermediário com condições de disputar as vagas de classificação. A Bósnia e Herzegovina surge como a principal incógnita do grupo, apresentando potencial de crescimento futuro devido ao rejuvenescimento de seu elenco, mas ainda com indicadores competitivos inferiores aos dos adversários diretos.
Texto de Lucas Alecrim



