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O Grupo C da Copa do Mundo 2026 apresenta um cenário extremamente equilibrado quando analisado pelo Diagrama NAC (Níveis de Aproveitamento Contínuo), ferramenta utilizada para avaliar a continuidade estrutural das seleções a partir da manutenção do núcleo principal de atletas, estabilidade técnica e evolução coletiva ao longo do tempo. Além dos índices de Aproveitamento Contínuo, o estudo também considera a variação do valor de mercado dos elencos, indicador importante para compreender o momento econômico e competitivo das seleções.

O Brasil aparece com 42% de AC, permanecendo no Nível 2 e apresentando estabilidade no índice de continuidade. Entretanto, a Seleção Brasileira registra a maior queda de valor de mercado entre as equipes do grupo, com redução de aproximadamente 491,5 milhões de euros. Mesmo com a desvalorização econômica, o Brasil mantém uma base competitiva forte e uma estrutura consolidada, sustentada pela experiência internacional de seu elenco.

A Escócia surge como a seleção de maior destaque do grupo no Diagrama NAC, alcançando 62% de AC e sendo classificada no Nível 3. O dado demonstra um modelo sólido de continuidade e crescimento estrutural. A equipe também apresenta valorização de mercado de +18 milhões de euros, refletindo o desenvolvimento técnico de seus jogadores e a consolidação do elenco ao longo do ciclo.

Marrocos, que ganhou projeção mundial após a campanha histórica na Copa do Mundo de 2022, possui 46% de AC e também integra o Nível 2 do diagrama. A equipe apresenta curva decrescente de continuidade (-13,11%), mas ainda registra valorização de mercado de +73,2 milhões de euros, evidenciando que o elenco segue valorizado internacionalmente e mantendo boa competitividade no cenário global.

Já o Haiti apresenta 50% de AC e demonstra uma das evoluções mais interessantes do grupo. A seleção haitiana combina crescimento no índice de continuidade (+8,33%) com aumento de +7,3 milhões de euros no valor de mercado do elenco, indicando avanço estrutural e fortalecimento gradual do projeto esportivo da equipe.



O Diagrama NAC amplia a análise tradicional do futebol ao relacionar continuidade técnica, estabilidade competitiva e valorização econômica dos elencos. Historicamente, seleções campeãs do mundo apresentam altos índices de Aproveitamento Contínuo, reforçando que a manutenção de uma base sólida ao longo dos ciclos costuma ser determinante para o sucesso em grandes competições.

Sob essa perspectiva, o Grupo C reúne diferentes perfis competitivos: a Escócia vive um momento de ascensão estrutural, o Brasil busca manter sua estabilidade apesar da forte oscilação de mercado, Marrocos tenta sustentar sua competitividade internacional e o Haiti surge como uma seleção em evolução contínua. Esses fatores tornam o grupo um dos mais interessantes da Copa do Mundo 2026 dentro da análise do Aproveitamento Contínuo (NAC).

Texto de Lucas Alecrim

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