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Futebol, Fórmula 1 e cultura organizacional – Parte 2

Pensei em chamar a parte dois do texto de Futebol, Fórmula 1, cultura organizacional, equações matemáticas, um pouco de música e filosofia na formação da liderança. Entretanto acredito que extrapolaria até os caracteres possíveis no Twitter desse modo apenas no título.

Muito se discute sobre Liderança, como a postura de ser líder foi mudando ao longo de gerações e das alterações laborais que o mundo passou. Não acredito em fórmula pronta ou passo a passo para o sucesso, pois depende muito de cada contexto, cultura e realidade encontrada no seu ambiente de trabalho. Porém, existem alguns hábitos que são encontrados no mundo corporativo que admiro e vão ao encontro daquilo que acredito ser próximo do ideal de uma liderança. A revista INC Magazine apresentou uma lista de hábitos de CEOS que o perfil da Experience Club reproduziu em seu Instagram. Nessa lista, gosto muito de dois listados pela publicação:

JOGUE PELA EQUIPE

Acabou a era de jogar para benefício de alguns e às custas de muitos. Isso cria silos, faz o time perder o respeito. Verdadeiros guardiões de culturas querem que o time tenha a glória da conquista, pois é isso que agrega valor.

O MOTIVO PRINCIPAL É SERVIR

O líder do passado, que usava o time para interesse próprio, morreu. Acabou esse modelo de liderança. O controle do ego talvez seja hoje o maior desafio dos grandes líderes. E trata-se de um exercício diário de autoconsciência.

Equipe e Servir, duas palavras que remetem a elas: as pessoas. E nos levam ao texto 1 e ao podcast citado sobre Toto Wolff, acionista e CEO da Mercedes-AMG Petronas. Quando questionado se o fator determinante do sucesso da equipe nos últimos anos era devido aos processos ou pessoas, Toto foi enfático: “100% pessoas, porque pessoas criam os processos. Quando falamos de uma equipe ou de uma empresa, falamos das pessoas que lá trabalham. Todos têm sua contribuição no sucesso. Somos todos pessoas. Como alguém pode ignorar esse fator mais importante?”.

Já falei que não gosto de fórmulas, mas uma equação está se mostrando muito simples ao longo dos anos:

Melhores pessoas = Melhores processos = Melhores resultados.

Leia também no site do FootHub:

Futebol, Fórmula 1 e cultura organizacional – Parte 1, por Caio Derosso.

O que seu clube pode aprender com a Magazine Luiza, por Débora Saldanha.

Trazendo para o mundo do futebol, o sucesso que o Flamengo vem alcançando nos últimos campeonatos ocorre por muitos fatores e novamente as pessoas estão entre as protagonistas deste momento. “Com o nível elevado de nossos atletas, o profissional que não está atento e acompanhando as mudanças, naturalmente vai ficando para trás. Hoje, talvez o maior mérito foi dividir e envolver diretamente no processo pessoas competentes e que colaboram demais na rotina de trabalho”, explicou o supervisor Gabriel Skinner, em reportagem recente publicada no GloboEsporte.com.

Nessa loucura de conexões que minha cabeça rotaciona, lembro do novo livro do filósofo Mario Sergio Cortella, “Quem sabe faz a hora”. O título, inspirado na música “Pra não dizer que não falei de flores”, de Geraldo Vandré, aborda questões referentes aos novos profissionais que estão sendo alçados aos cargos de liderança.

Sobre o título do livro, Cortella explica que “Geraldo Vandré fez uma canção que está sugerindo algo que qualquer pessoa tem sempre que ter no horizonte, que é a capacidade protagonista, isto é, a noção de ser proativo em vez de ser meramente reativo. Nesse sentido, entender que quando se busca em vez de apenas se aguardar, a possibilidade de se encontrar aquilo que se procura é muito maior do que apenas submeter-se a circunstâncias sob as quais você não tem nenhum tipo de intencionalidade”. 

Acredito que seja possível acrescentar mais algumas incógnitas na equação.

Melhores pessoas + Proatividade = melhores processos = melhores resultados = protagonismo

Ou

Melhores pessoas + Proatividade = Protagonismo = melhores processos = melhores resultados

E aí? Nesse caso a soma dos fatores altera o produto?

É em uma equação parecida com essa que Toto Wolff acredita ser o caminho para a Mercedes continuar evoluindo nas pistas e isso tem início desde o momento do recrutamento dos profissionais.

“Além do conhecimento técnico, a pessoa tem que ser autêntica e humilde, mas sendo sábia e ambiciosa. Os currículos que recebemos sempre impressionam. Lidamos com engenheiros espaciais em determinados postos do time, todos formados em universidades de ponta. Porém, o que conta é o fit com os valores da equipe”, destaca e complementa.

“Faça com que as pessoas interajam da melhor maneira possível. Meus maiores erros foram contratar pessoas com as mesmas educações, hobbies e, consequentemente, opiniões. É necessária a variedade. Gosto de olhar o candidato e pensar o que ele pode trazer de novo para a organização”.

E você, meu caro leitor, já parou para pensar o que acrescenta para a sua equipe de trabalho no dia a dia?

Texto de Caio Derosso.

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