estádio do futebol europeu
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Futebol europeu experimenta recuperação depois da pandemia

A Football Benchmark, divisão da KPMG, divulgou recentemente o estudo “Football Clubs’ Valuation: The European Elite 2022” e pontuou que o valor de mercado dos 32 maiores clubes europeus cresceu 10% em 2021, reforçando que os efeitos da pandemia estão bem perto de serem mitigados.

Como base de comparação, o levantamento anterior, que compreendeu o ano de 2020, quando a explosão de casos de Covid-19 impactou fortemente no cenário, a redução dos valores tinha sido de 15%.

O Real Madrid (com valor de 3,2 bilhões de euros) ocupou o primeiro lugar pela quarta vez consecutiva, enquanto o Manchester United (2,88 bilhões de euros) recuperou o segundo lugar do Barcelona (2,81 bilhões de euros).

Real e United conseguiram aumentar o valor de mercado e o Barça teve ligeira redução de 2%, por conta de desempenhos financeiros notavelmente inferiores aos registrados pelos líderes da tabela.

O quarto lugar do estudo foi ocupado pelo Bayern de Munique, que registrou valor de mercado de 2,74 bilhões de euros, seguido pelo Liverpool, com 2,55 bilhões de euros e pelo Manchester City, com 2,48 bilhões de euros.

A lista ainda traz o Chelsea, que foi recentemente vendido para o norte-americano Todd Boehly, o PSG, o Tottenham e a Juventus, único time italiano no Top10.

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No consolidado das 32 equipes, a Premier League teve 10 equipes listadas, com as adições do Aston Villa e do West Ham. A Serie A, da Itália, teve 7 times, enquanto a Espanha chegou a 6 clubes no ranking.

A Bundesliga ganhou o reforço do Eintracht Frankfurt, atual campeão da Liga Europa, enquanto Portugal e França tiveram 2 times cada, com a Turquia e a Holanda representadas por Galatasaray e Ajax, respectivamente.

Segundo a Football Benchmark, os critérios para a seleção dos clubes compreendem a presença entre as 50 melhores equipes europeias no total de receitas operacionais e os clubes devem estar entre as 50 melhores equipes de acordo com o coeficiente UEFA dos últimos 5 anos.

Caso um dos critérios não seja cumprido, um clube ainda pode ser pré-selecionado se estiver entre as 30 equipes europeias em número de seguidores nas redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram, YouTube, TikTok e Weibo combinados) em 1º de janeiro de 2022.

A lógica por trás desses critérios de seleção é que os clubes que têm grande sucesso em campo, não correm o risco de serem rebaixados e possuem uma marca com grande visibilidade internacional.

NO VERMELHO

Apesar do estudo mostrar um panorama otimista em relação ao futebol europeu, alguns dos impactos da pandemia ainda podem levar um certo tempo para serem resolvidos. 

Um desses pontos diz respeito aos prejuízos com o matchday registrados nas 2 temporadas afetadas pelo fechamento dos estádios. 

O Barcelona teve perdas que chegaram a 95 milhões de euros e o Real Madrid somou 84 milhões de euros em prejuízos.

“Mesmo que as receitas do estádio sejam limitadas pelo tamanho do estádio, elas são ainda fundamentais para ajudar os clubes a retomarem seu crescimento pós-pandemia. De fato, na última temporada pré-pandemia, os 32 clubes que fazem parte do relatório deste ano geraram um total de 1,7 bilhão de euros. Isso representou 16% de sua receita total, uma proporção significativa em uma indústria caracterizada por altos custos. Nesse contexto, alguns clubes aproveitaram para acelerar a reconstrução de seus estádios, diminuindo o impacto causado pela crise sanitária”, completou o relatório.

Texto de Humberto Domiciano

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