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Enquanto se discute quem está realmente preparado para comandar uma equipe, o Brasileirão mostra que, para permanecer no cargo, às vezes nem uma boa formação é suficiente.

Os números

Até a 29ª rodada, o campeonato já registrou 19 demissões envolvendo 18 técnicos diferentes. Treze dos vinte clubes da Série A já trocaram de treinador ao menos uma vez.

Apenas sete clubes mantêm o mesmo comandante desde o início da temporada:

  • Athletico-PR
  • Bahia
  • Coritiba
  • Mirassol
  • Palmeiras
  • Red Bull Bragantino
  • Vitória

E não parece coincidência que boa parte desses clubes esteja fazendo campanhas mais estáveis.

Os casos que mais chamaram atenção

A lista de demissões tem um pouco de tudo.

Jorge Sampaoli deixou o Atlético-MG ainda na terceira rodada, uma das saídas mais precoces da temporada.

O São Paulo já trocou de treinador duas vezes. Hernán Crespo saiu, Roger Machado assumiu e também acabou demitido depois da eliminação na Copa do Brasil. Agora, Dorival Júnior está de volta ao comando.

O Flamengo protagonizou uma das decisões mais discutidas do ano: demitiu Filipe Luís mesmo depois de ele levar o time à final do Campeonato Carioca e aplicar uma goleada de 8 a 0.

O Botafogo também mudou duas vezes, primeiro com a saída de Martín Anselmi e depois com a de Franclim Carvalho.

E talvez o caso mais emblemático seja o de Fernando Diniz, demitido pelo Vasco e, depois, pelo Corinthians. No Timão, a saída veio após uma sequência de sete derrotas consecutivas no Brasileirão.

Não é de hoje

O cenário assusta, mas não é novidade. Em 2025, na mesma altura do campeonato, já eram 20 demissões, e a temporada terminou com 22. Em 2024, foram 23.

O recorde desde que a Série A passou a ter 20 clubes pertence a 2015, com impressionantes 32 trocas de treinador.

Com 19 demissões e ainda algumas rodadas pela frente, 2026 já está entre os campeonatos mais turbulentos da história recente.

A cada demissão, muda o técnico, muda a comissão, muda a metodologia, muda o estilo de jogo, e o trabalho recomeça praticamente do zero. Um treinador pode chegar, fazer alguns jogos, perder uma sequência e ser substituído antes mesmo de conseguir implementar suas ideias.

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Texto de Gabriela Mantay

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