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Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, os holofotes se voltam para as escolhas táticas e a lista de convocados da Seleção Brasileira. No entanto, nos corredores da CBF, o trabalho que sustenta a busca pelo hexa acontece no campo da gestão. Cícero Souza, Gerente de Seleções da CBF, revelou em entrevista exclusiva ao FootHub como a entidade tem estruturado o ambiente para que o Brasil chegue competitivo ao Mundial, apesar de um ciclo marcado por turbulências.

O Fator Humano e o “Cheiro de Vestiário”

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Para Cícero, a transição do dia a dia dos clubes para a Seleção trouxe um desafio específico: a gestão do tempo. Acostumado com a convivência diária, o dirigente enfatiza que sua prioridade é resgatar a essência do contato humano, algo que ele define como o “cheiro do vestiário”.

“Gosto de me sentar para tomar o café com o jogador, acompanhar o treino no banco de reservas e puxar para uma conversa. É o jogador que te passa a perspectiva do dia”, afirmou Cícero. Com um período de 39 dias de convivência previstos para a Copa, a estratégia é usar esse tempo para estreitar vínculos e dar a confiança necessária aos 26 protagonistas que atuarão nos Estados Unidos, México e Canadá.

A Experiência com Carlo Ancelotti

Um dos pilares dessa nova fase é o técnico Carlo Ancelotti. Cícero Souza descreveu a relação com o italiano como “enriquecedora”, destacando não apenas o currículo vitorioso do treinador, mas sua capacidade de simplificar conceitos complexos e sua visão humanizada do esporte.

Segundo o gerente, há um esforço contínuo para “abrasileirar” Ancelotti, apresentando-lhe a cultura do futebol nacional, os pontos turísticos do país e, crucialmente, as categorias de base (Sub-17 e Sub-20), visando um planejamento para o próximo ciclo da Copa.

Expectativas para o Mundial

Foto: Divulgação FIFA

Reconhecendo que o ciclo pós-2022 não foi o ideal, com trocas de treinadores e mudanças estruturais na CBF, Cícero mantém o otimismo. Para ele, a Seleção Brasileira possui “totais condições” de chegar de forma organizada e protagonista.

As expectativas são as melhores possíveis. O Brasil entende que pode chegar de uma forma extremamente competitiva e se propor a ser protagonista no próximo mundial”, projetou.

Com o elenco de 26 jogadores devidamente convocado e o planejamento de bastidores definido sob a gestão da CBF, o foco agora se volta totalmente para o gramado. A contagem regressiva para a busca pelo hexacampeonato já começou, e o Brasil faz sua estreia oficial na Copa do Mundo no dia 13 de junho, contra o Marrocos. 

Texto de Willian Sanmartin

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