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Foto: Anderson Mendes / Volta Redonda

A Série B termina para o público, mas para o atleta começa o período mais cruel do ano. A maioria tem contrato curto, depende de uma decisão que nunca chega, e vive a angústia de olhar para o celular o dia inteiro esperando uma ligação que pode mudar tudo — ou não mudar nada. É o momento em que o jogador, mesmo depois de 38 rodadas de entrega, descobre que a pior incerteza não está no campo: está na vida dele.

Para quem assiste, o campeonato fecha com festa, choro, acesso ou queda. Para o atleta, fecha com um vazio seco e pesado. Ele volta pra casa carregando não só a mala, mas o medo. O medo de não ter clube, de não ter salário no mês seguinte, de ter que arrancar família da cidade mais uma vez. O medo de ter sido importante o ano inteiro e, ainda assim, virar só mais um nome na lista do “vamos ver depois”.

E esse “depois” machuca. É o depois que faz o atleta treinar sozinho enquanto tenta controlar a cabeça. É o depois que transforma noites em insônia, porque ele sabe que oportunidades estão passando enquanto o clube ainda decide seu próprio rumo. Ele vê colegas assinando contratos, vê portas se fechando, e a dele continua trancada à espera de alguém girar a chave.

E dói porque o atleta sabe o que fez. Jogou no sacrifício. Viajou milhares de quilômetros.
Carregou pressão, cobrança, responsabilidade. Mas quando chega o fim, ele depende de uma conversa que poderia ter acontecido muito antes — e não acontece.

Pouca gente entende, mas na Série B, o atleta é sempre o primeiro a sentir o impacto da indecisão. E quase sempre o último a receber uma resposta.

A Série B é de luta, suor e sobrevivência. Mas precisa, urgentemente, ser de respeito. Porque, para o atleta, a temporada só termina quando ele sabe se vai ter onde começar outra.

Texto de Eduardo Weydmann

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