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Foto: Andres Cuenca/Reuters

A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) é uma das principais preocupações no mundo dos esportes, especialmente no futebol.

O LCA é um dos principais ligamentos que une o fêmur à tíbia, proporcionando estabilidade ao joelho. A ruptura deste ligamento é uma das lesões mais prevalentes e graves nos esportes com bola, podendo incapacitar o atleta por um período de 9 a 12 meses.

Um estudo muito legal dissecou as lesões do ligamento cruzado anterior em jogadores profissionais da primeira divisão italiana de futebol (Serie A) ao longo de sete temporadas (2011-2018).

A Liga Italiana é muito parecida com a Brasileira. A Serie A é composta por 20 equipes, que jogam entre si duas vezes ao longo da temporada (de agosto a maio), totalizando 38 partidas. As equipes que terminam entre as quatro primeiras posições classificam-se para a UEFA Champions League (UCL) na temporada seguinte,

Já as equipes que finalizam a temporada nas posições 5ª, 6ª e 7ª participam da UEFA Europa League inferior. Além disso, todas as equipes da Serie A também disputam a Copa Nacional (Coppa Italia), que segue um formato de eliminação direta.

Lesão de LCA na Liga Italiana

Os jogadores afetados tinham, em média, 25,3 anos de idade, sendo os defensores (43%) os mais propensos a sofrer essa lesão, seguidos por meio-campistas (31%), atacantes (20%) e goleiros (6%). Além disso, 25% das lesões ocorreram em atletas que já haviam passado por uma ruptura anterior do LCA, indicando um risco elevado de recorrência.

A taxa de incidência da lesão foi de 0,062 por 1000 horas de jogo, sendo 14 vezes mais frequente durante partidas oficiais do que nos treinamentos. Interessantemente, houve dois picos sazonais em outubro e março, possivelmente associados à intensidade do calendário competitivo. Nos treinamentos, as lesões ocorreram com maior frequência em junho e julho, sugerindo possíveis desafios relacionados à preparação física da pré-temporada.

Um dado relevante do estudo foi que jogadores das equipes que terminaram entre os quatro primeiros lugares na classificação da liga tiveram o dobro da incidência de lesões em comparação com os times de menor colocação. Isso pode estar relacionado ao maior número de partidas disputadas e à exigência física imposta pelo alto nível de competição.

A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) no futebol geralmente ocorre devido a movimentos bruscos que sobrecarregam o joelho. Os mecanismos mais comuns incluem:

  • Mudança repentina de direção: O jogador faz um giro rápido com o pé fixo no chão, causando uma torção excessiva no joelho.
  • Aterrissagem inadequada após um salto: Ao descer de um cabeceio ou disputa aérea, o joelho pode sofrer um impacto que leva à ruptura do ligamento.
  • Hiperextensão: Quando o joelho se estende além do limite normal, como ao chutar no ar sem acertar a bola.
  • Contato direto: Choques com outros jogadores podem gerar forças que rompem o ligamento, embora a maioria das lesões do LCA seja sem contato direto.

Esses mecanismos ocorrem porque o LCA é responsável por estabilizar o joelho e evitar deslocamentos excessivos da tíbia em relação ao fêmur. Quando submetido a forças superiores à sua resistência, ele pode se romper

Mesmo fazendo trabalhos de prevenção para diminuir a incidência de lesões, quando um dos mecanismos de lesão ocorrem fica praticamente impossível de evitar essa lesão que assombra a todos jogadores.

Texto de Rodrigo Sartori

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