
Foto: Frederic J. Brown / AFP
Enquanto o mundo da bola olha para os gramados dos Estados Unidos, onde acontece a Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2025, uma verdade começa a ecoar com força: O futebol brasileiro sairá ganhando muito, independente de levantar ou não a taça.
Mais do que vitórias, o Brasil está colhendo reconhecimento, valorização e respeito internacional. Mesmo sem contar com os orçamentos de gigantes europeus, os clubes brasileiros estão mostrando competitividade, organização e talento, dentro e principalmente fora de campo.
É preciso reconhecer também que a FIFA acertou em cheio. O novo formato da Copa do Mundo de Clubes está oferecendo visibilidade global, bons jogos, criando o ambiente ideal para clubes de todos os continentes mostrarem seu valor. Para o futebol brasileiro, essa vitrine está sendo aproveitada ao máximo conseguindo inclusive se reposicionar com força, deixando claro que não depende apenas de títulos para ser protagonista.
A vitória do Botafogo, atual campeão da Libertadores e do Brasileirão, sobre o PSG, campeão da última Champions League, por 1×0, não é um acaso. É um marco simbólico de que o futebol brasileiro, mesmo com orçamentos menores, pode competir de igual para igual com os melhores do mundo.
Dias atrás, o Fluminense já havia dado um aviso ao mundo com uma grande exibição diante do Borussia Dortmund. O clube carioca, que busca se tornar uma SAF, sai do torneio com sua marca ainda mais valorizada, o que pode elevar significativamente seu valor de mercado e atrair investidores.
Se o futebol brasileiro fosse uma bolsa de valores, hoje as ações do Botafogo estariam disparando. O clube, com a SAF liderada por John Textor, representa bem a transformação de um modelo tradicional em um projeto de performance, gestão e resultado.
Enquanto isso, Flamengo e Palmeiras, clubes já estruturados e financeiramente organizados, confirmam que é possível alcançar estabilidade e performance mesmo no cenário desafiador do futebol sul-americano. Eles servem como referência para os demais clubes brasileiros.
Esse novo momento do futebol brasileiro, abre uma janela estratégica e uma oportunidade histórica para a CBF potencializar o crescimento desse mercado no Brasil. É hora de repensar o calendário, incentivar a liga, fortalecer a governança e trabalhar para ampliar o valor técnico, comercial e estrutural das competições brasileiras.
Com esse reposicionamento, o que antes era visto apenas como exportador de talentos, agora também é percebido como um ecossistema competitivo e em crescimento. Reflexo de um processo de profissionalização, inovação e visão estratégica que começa a dar frutos.
Futuro do Futebol Brasileiro
O futuro é promissor e o futebol brasileiro está mais vivo, competitivo e valioso do que nunca. Agora cabe à CBF transformar essa valorização em um projeto consistente de desenvolvimento. Os quatro clubes aproveitaram como poucos essa oportunidade e para quem acreditou cedo nessa mudança, esse é só o começo da valorização.
Texto de Rafael Lustosa

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