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O Grupo F da Copa do Mundo de 2026 apresenta um cenário extremamente equilibrado dentro do Diagrama de Aproveitamento Contínuo (NAC), reunindo seleções com perfis distintos, mas com potencial competitivo elevado: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia. O grupo foi oficialmente definido para a Copa do Mundo de 2026 e é visto como uma chave de equilíbrio técnico e forte renovação tática.

A principal evolução do grupo aparece na seleção da Holanda, que saltou de 46% para 58% de AC (Aproveitamento Contínuo), avançando do Nível 2 para o Nível 3 dentro do NAC. Sob o comando de Ronald Koeman, a equipe holandesa manteve sua base competitiva e apresentou crescimento técnico mesmo com redução no valor de mercado, que caiu de €885 milhões para €766 milhões. O aumento de 11,54% no AC demonstra uma equipe mais madura taticamente, mais organizada coletivamente e preparada para competir em alto nível na Copa de 2026.

O Japão surge como a seleção mais estável do grupo. A equipe comandada por Hajime Moriyasu manteve os 58% de AC e permaneceu no Nível 3 do NAC, consolidando-se como uma das forças emergentes mais consistentes do futebol mundial. Além da estabilidade tática, os japoneses aumentaram significativamente o valor de mercado do elenco, passando de €214,6 milhões para €262,9 milhões. O crescimento financeiro e técnico reforça a evolução estrutural do futebol japonês nos últimos ciclos internacionais.

Já a Suécia representa um dos casos mais interessantes do grupo dentro do diagrama NAC. Mesmo apresentando queda de 43% para 31% no AC, permanecendo no Nível 2, a seleção sueca teve uma transformação geracional importante. A troca de Janne Andersson por Graham Potter simboliza uma mudança de filosofia, apostando em um elenco mais jovem e valorizado. A média de idade caiu de 30,3 para 26,8 anos, enquanto o valor de mercado praticamente dobrou, chegando a €471,5 milhões. Isso indica uma renovação profunda, com foco em velocidade, intensidade e valorização de jovens talentos.

A Tunísia aparece como a equipe de menor índice no NAC do grupo, caindo de 39% para 27% de AC, mas ainda permanecendo no Nível 2. A seleção africana comandada por Sabri Lamouchi aposta em uma reconstrução gradual, reduzindo a média de idade do elenco e buscando maior competitividade internacional. Apesar da queda no valor de mercado, a equipe mantém características tradicionais como força física, organização defensiva e intensidade sem bola.

Dentro da lógica do Diagrama NAC, o Grupo F se destaca por reunir duas seleções em ascensão consolidada — Holanda e Japão — e duas equipes em forte processo de renovação estrutural — Suécia e Tunísia. O equilíbrio entre experiência, juventude, valorização de mercado e estabilidade tática torna esta uma das chaves mais imprevisíveis da Copa do Mundo de 2026.



Grupo G com trajetórias bastante distintas

O Grupo G da Copa do Mundo FIFA 2026 conta com trajetórias bastante distintas entre as seleções. A análise compara o desempenho recente (2023/2024) com as projeções para 2026, considerando o Aproveitamento Contínuo (AC), o nível NAC, a média de idade dos elencos e a estimativa de valor de mercado.

A Seleção da Bélgica registra a maior queda do grupo. O NAC diminui do Nível 4 para o Nível 2 referente a Eurocopa de 2024, acompanhado por uma redução de 29,85% no aproveitamento contínuo. Além disso, o valor de mercado apresenta retração de 155,80 milhões de euros, passando de 690,00 para 534,20 milhões de euros. Apesar da manutenção de uma faixa etária estável (26,90 para 27,0 anos), a seleção demonstra um processo de renovação que impacta diretamente sua projeção competitiva.

O Seleção do Egito mantém-se no Nível 2 do NAC, apresentando relativa estabilidade. O aproveitamento sofre uma pequena redução de 5,52% referente à Copa Africana de Nações de 2023/2024, enquanto a média de idade aumenta para 28,10 anos. O valor de mercado recua em 29,20 milhões de euros, indicando uma equipe experiente, porém sem grandes avanços estruturais em relação ao ciclo anterior.

Já a Seleção do Irã continua figurando entre as equipes mais consistentes do grupo. Embora apresente uma queda de 77% para 69% no AC referente à Copa Africana de Nações de 2023/2024, permanecendo em um patamar elevado e classificado como Nível 3, a equipe compensa essa redução com um expressivo crescimento de mercado, adicionando 88,00 milhões de euros ao valor total do elenco. A leve redução da idade média reforça a combinação entre experiência e renovação gradual.

Por outro lado, a Seleção da Nova Zelândia surge como a seleção com maior evolução percentual do grupo. O AC cresce 20,07%, alcançando 46% referente a Copa das Nações da OFC 2024, enquanto o valor de mercado aumenta em 8,20 milhões de euros. A elevação da idade média para 27,50 anos sugere maior maturidade competitiva do elenco, consolidando uma trajetória de desenvolvimento importante para o ciclo da Copa do Mundo.

De forma geral, o Grupo G apresenta um contraste interessante entre seleções tradicionais que atravessam processos de ajuste, como Bélgica e Egito, e equipes que demonstram evolução estrutural, como Irã e Nova Zelândia. O Diagrama NAC evidencia que, embora a Bélgica ainda possua o elenco mais valioso do grupo, o equilíbrio dos níveis de aproveitamento reduz a distância competitiva entre os participantes, tornando o grupo potencialmente mais disputado do que os valores de mercado isoladamente sugerem.

 Texto de Lucas Alecrim 

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