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Foto: Divulgação da Convocação da Inglaterra

A ausência de Cole Palmer, Phil Foden e Trent Alexander-Arnold na lista final da Inglaterra para a Copa do Mundo está gerando polêmica no mundo do futebol. O técnico alemão Thomas Tuchel justificou os cortes baseando-se no desempenho irregular dos atletas na temporada e na busca por jogadores que se encaixassem melhor nas características táticas exigidas e no momento do grupo.

Tuchel não queria levar tantos jogadores com características de camisas 10, posição na qual já possuía opções que estavam vivendo melhor fase, como Jude Bellingham, Eberechi Eze e Morgan Rogers.

Para as pontas e o ataque, o treinador da Inglaterra optou por levar atletas em melhor momento e com características de velocidade e profundidade, como Anthony Gordon, Ollie Watkins e Noni Madueke.

Já na lateral, Arnold sofreu com problemas físicos ao longo da temporada. Além disso, ele não vinha sendo a prioridade de Tuchel no sistema defensivo inglês, tendo sido chamado para apenas uma das convocações do treinador durante o ciclo pré-Copa. Para a ala e a lateral, o técnico preferiu dar preferência a outros nomes, como Reece James, Tino Livramento e Ezri Konsa

Tuchel determinou para a convocação da Seleção da Inglaterra 9 defensores para 4 posições, 7 meio campistas para 3 posições, mesmo número para o ataque. De acordo com a formação que gosta de jogar, 4-3-2-1, ele afirma estar levando os jogadores com maior poder de se adaptar ao estilo de jogo dele.

Ainda durante a coletiva, Tuchel destacou alguns pontos que justificam essas ausências: 

  • Querer formar um grupo forte para ficar 7 semanas juntos. 
  • Falou sobre como os jogadores que estavam sendo convocados e não entrando em campo, estavam se portando com essa situação.  
  • Declarou que optou pelo grupo ao invés do individual. 
  • “Não escolhi os 26 melhores nomes da Inglaterra, mas sim os 26 que vão formar um grupo forte para chegar na final da copa do mundo.”

Veja a análise da temporada dos jogadores da Inglaterra que ficaram de fora da Copa

Cole Palmer – meio-campista, 24 anos, atualmente no Chelsea

Foto: Getty Images Sport

Palmer consolidou-se como um dos criadores mais letais e cerebrais do futebol mundial, destacando-se por uma capacidade de passe refinada e tomada de decisão cirúrgica no terço final. Sua principal virtude reside no controle de ritmo cadenciado a partir do corredor direito ou da faixa central, usando sua perna esquerda para quebrar linhas defensivas com passes em profundidade e cruzamentos precisos. Ele apresenta um volume extraordinário de assistências e passes-chave por jogo, além de ser um finalizador frio dentro e fora da área, demonstrando frieza absoluta em cobranças de pênalti e situações de um contra um com o goleiro.

O principal ponto de atenção no seu perfil envolve a dependência da perna esquerda para dar sequência a jogadas dinâmicas, o que pode torná-lo previsível para defensores que fecham o seu corte interno. Taticamente, devido ao seu estilo de jogo altamente focado na criação e retenção na entrelinha, Palmer apresenta uma entrega física moderada em tarefas de combate defensivo e pressão de transição longa, exigindo um sistema de cobertura bem estruturado por trás de sua faixa de atuação. Além disso, por arriscar passes verticais de alto risco constantemente, seu mapa de retenção registra perdas de posse naturais que necessitam de compensação tática imediata da equipe.

Phil Foden meio-campista/meia-atacante, 25 anos, atualmente no Manchester City

Photo by Justin SetterfieldGetty Images

Phil Foden destaca-se como um dos atletas mais dinâmicos e tecnicamente dotados do futebol, oferecendo uma versatilidade posicional de elite ao atuar com extrema fluidez como meia central, ponta em ambos os lados ou falso 9. Sua principal virtude reside no controle de bola em velocidade e na capacidade de girar rapidamente sobre a marcação no half-space, rompendo linhas com conduções verticais e dribles curtos de altíssimo refino. Além de ser um criador de jogadas criativo na entrelinha, demonstra um instinto finalizador apurado, apresentando um excelente volume de finalizações de média distância e agressividade para infiltrar na área adversária para definir a jogada.

O principal ponto de atenção no seu jogo está associado à gestão do ritmo de jogo em cenários de forte pressão física, onde a insistência em jogadas individuais ou em progressões forçadas pode resultar em perdas de posse em zonas intermediárias. Taticamente, embora entregue muita intensidade e combatividade na pressão alta pós-perda sob o comando de Pep Guardiola, sua recomposição em blocos defensivos mais baixos e o preenchimento de espaços na transição defensiva longa exigem maior rigor de posicionamento. Por fim, por ser um jogador de explosão e trocas de direção constantes, o controle de sua minutagem é um fator importante para mitigar desgastes físicos ao longo de temporadas densas.

Trent Alexander-Arnold lateral-direito, 27 anos, atualmente no Real Madrid

Foto: Getty Images

Trent Alexander-Arnold é um dos defensores de muito impacto ofensivo e capacidade de criação, destacando-se por um repertório de passes e lançamentos longos de nível de elite. Sua principal virtude reside na precisão cirúrgica para inverter o jogo, cruzar da intermediária e executar assistências verticais de ruptura, operando frequentemente como um construtor recuado a partir do corredor direito ou flutuando para a faixa central como um volante invertido. Além disso, apresenta uma excelente leitura de jogo para ditar o ritmo das transições ofensivas.

O principal ponto de atenção no seu jogo continua associado à exposição defensiva em cenários de um contra um em velocidade, onde costuma sofrer contra pontas de drible agressivo e explosão física no seu setor. Taticamente, devido ao seu posicionamento adiantado e liberdade para apoiar a armação, Alexander-Arnold deixa espaços consideráveis nas suas costas, o que exige um sistema de cobertura extremamente coordenado por parte do zagueiro do lado direito e dos volantes para mitigar os contra-ataques adversários. Sua tomada de decisão defensiva na linha de impedimento e no fechamento do segundo poste em cruzamentos também demanda monitoramento constante para evitar desatenções.

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Texto de Willian Sanmartin

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