
Foto: Adriano Fontes / Flamengo / Divulgação
A contratação de um técnico de futebol e seus auxiliares é uma decisão estratégica complexa que pode determinar o sucesso de uma equipe. Mas será mesmo que essa tomada de decisão está alinhada a uma convicção do perfil a ser contratado ou à necessidade de preencher um cargo vago por pressões internas ou externas?
Depende, pois existem diversos cenários. Em uma contratação no início da temporada por exemplo, o elenco em si pode ser montado, não em sua totalidade, com o auxílio da comissão técnica, treinador e auxiliares, o que facilita de certa forma a implementação das ideias de jogo aliadas aos perfis dos atletas.
No caso de um campeonato em curso, se torna mais difícil a escolha de um treinador e seus auxiliares, pois muitos profissionais já estão empregados, e os que estão livres no mercado nem sempre são consultados como deveriam ser, em relação as suas ideias, metodologia de trabalho, modelo de jogo, gestão, esquema tático, entre outros.
Nesse ano, em poucas rodadas do Campeonato Brasileiro Série A, já vimos queda de treinador e em alguns clubes dirigentes sendo cobrados por parte da torcida pela troca de suas comissões técnicas. Mas como agir diante da “crise”?
Acredito que antes de qualquer tomada de decisão o clube deveria agir como no meio corporativo, com o pensamento de desenvolver uma mentalidade de gestão eficiente e assertiva, independente do modelo em seu estatuto, pois trata-se de uma instituição que precisa prestar contas, possui objetivos, metas, e com um adicional a mais: a paixão de seu torcedor.
A gestão de pessoas não se resume somente a gerir um grupo de colaboradores, comissão técnica, atletas, ela precisa ser utilizada como uma ferramenta eficaz de gestão. A contratação de um treinador e sua equipe deve observar ao mínimo o planejamento estratégico, análise de perfil, entrevista e finalmente a contratação a fim de minimizar possíveis decisões equivocadas.
Sendo o planejamento utilizado para definir as diretrizes e objetivos do clube de acordo com à sua missão, crenças e valores a serem seguidos pelos seus profissionais. A análise, a fim de identificar o perfil do treinador desejado seja ele (Jovem x Experiente), o seu modelo de jogo (Propositivo x Reativo) e tantas outras dualidades. E a entrevista com a finalidade de permitir que o profissional exponha com clareza a sua proposta de trabalho e convicções.
Vale ressaltar que os ritos supracitados são ferramentas e o seu êxito depende de demais fatores internos e externos, porém, ao aplicar as metodologias adequadas, é possível reduzir consideravelmente a margem de erro e consequentemente estar mais próximos dos objetivos propostos.
Texto de Rodrigo Rangel
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