Skip to main content

Foto: Marco Galvão/ Cruzeiro

Para iniciar minha coluna “Planejando o Gol“, gostaria de expressar minha gratidão ao FootHub pelo espaço. É uma honra debater gestão de futebol com quem pensa o jogo de forma estratégica. Minha intenção aqui não é ditar verdades absolutas, até porque entendo que elas inexistem, mas sim construir novos caminhos para o que prefiro chamar de futebol de formação.

Há anos trabalho e reflito sobre a gestão da base no Brasil. O nome desta coluna, “Planejando o Gol, nasce da convicção de que a formação não é um apêndice, mas o alicerce estratégico de qualquer clube que pretenda ser sustentável. No entanto, a pergunta que ecoa nos corredores das associações é: os clubes brasileiros realmente enxergam a base dessa maneira?

O Círculo Dourado da Formação

Para gerir com excelência, precisamos resgatar dois questionamentos fundamentais: “Por quê?” e “Com quem?

Inspirado por Simon Sinek em “Comece pelo Porquê”, entendo que a gestão de sucesso nasce de dentro pra fora. No futebol, é fácil identificar O QUE fazemos (treinar jovens) e até COMO fazemos (metodologia, infraestrutura). O problema reside no PORQUÊ. Quando o propósito é obscuro, a gestão torna-se reativa e imediatista.

Muitos clubes enxergam a base estritamente como um custo a ser minimizado ou uma mercadoria a ser vendida na primeira janela de transferências. Essa visão de “fora pra dentro” foca apenas no retorno financeiro. Mas e se invertermos a lógica? E se o retorno financeiro for tratado como a consequência natural de um trabalho fundamentado em propósitos maiores?

Formando Atletas ou Cidadãos?

Não há como conceber o futebol de formação sem entender que lidamos, primeiramente, com sonhos e seres humanos. Quando o clube assume o “Porquê” de existir como um grande transformador social, o ambiente muda. Ao focarmos em formar melhores pessoas, criamos atletas mais resilientes, inteligentes e comprometidos.

Um departamento de base que entende seu papel social não negligencia a técnica; pelo contrário, ele a potencializa. O propósito gera pertencimento. Atletas e funcionários que se sentem parte de uma causa (e não apenas de uma linha de produção), entregam resultados que transcendem o campo. Estamos nessa empreitada para realizar sonhos coletivos (da torcida e do clube) e individuais (do jovem que vê no futebol a sua possibilidade de ascensão).

Os Pilares da Boa Gestão

A boa formação no Brasil, onde o talento brota em cada esquina, não depende de sorte, mas de uma engrenagem composta por: Pessoas, Projetos, Planejamento, Comunicação e Investimentos.

Embora todos sejam vitais, destaco “Pessoas”. No futebol, ou qualquer outro meio, processos são executados por gente. Sem as pessoas certas alinhadas ao propósito (o “Porquê”), o melhor planejamento do mundo vira apenas papel esquecido em uma gaveta. No mercado atual, a gestão técnica, administrativa, financeira e tantas outras, precisam caminhar juntas, adaptando-se aos
diversos modelos de clubes, das associações, passando pelos clubes empresa e SAF’s.

Nesta coluna semanal, meu objetivo é levantar reflexões sinceras. Vamos debater desde a captação até a transição para o profissional, sempre buscando profissionalizar o olhar sobre o nosso maior patrimônio. Na próxima semana, mergulharemos no segundo pilar: “Com quem?” – a importância do capital humano na formação.

Vamos juntos nessa caminhada.

Texto de Carlos Brazil – Com uma trajetória na gestão de futebol de base e profissional, Carlos Brazil acumula passagens estratégicas por gigantes do futebol brasileiro, incluindo Flamengo, Corinthians, Vasco da Gama, Botafogo e Sport Recife, além de experiências no Azuriz e Tigres.

ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES para a edição 11 do curso Executivo de Futebol!

📅 Início: Abril de 2026
💻 Aulas online e ao vivo via Zoom
🎓 Certificado reconhecido pelo mercado
📘 Conteúdos práticos, estudos de caso, curadoria de materiais e muito networking. 

Não perca essa chance. Garanta sua vaga agora mesmo!

Leave a Reply