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O que acontece dentro de campo sempre será reflexo de tudo aquilo que é construído fora dele.

Foto: Reprodução pessoal

O futebol sempre foi movido por paixão dentro de campo. Mas, fora dele, são o planejamento, a gestão e as pessoas que sustentam cada projeto esportivo. Foi nesse lado do jogo, menos visível para a maioria das pessoas, mas absolutamente essencial, que encontrei meu lugar.

Meu nome é Maria Coutinho, tenho 30 anos, sou de Luziânia, Goiás, e atualmente moro em Santa Catarina. Hoje faço parte da equipe do Brusque Futebol Clube SAF, onde atuo na área financeira, contribuindo para o planejamento, organização e controle das operações do clube.

Minha relação com o futebol começou como a de milhões de brasileiros: acompanhando jogos, torcendo e observando esse universo que mobiliza tantas pessoas. Mas, com o tempo, minha forma de enxergar o futebol começou a mudar. Passei a me interessar não apenas pelo que acontecia dentro de campo, mas principalmente por tudo aquilo que acontece fora dele, como a gestão, as decisões estratégicas e a estrutura que sustenta um clube e torna possível cada competição. Foi nesse momento que comecei a perceber que o futebol também poderia ser um caminho profissional.

Ao olhar para esse mercado, também era impossível ignorar uma realidade: o futebol sempre foi um ambiente majoritariamente masculino. Em muitos momentos, eu sabia que provavelmente seria a única mulher em determinadas salas, reuniões ou ambientes de trabalho. Mas, em vez de enxergar isso como uma barreira, escolhi transformar esse cenário em motivação para me preparar ainda mais. Se eu queria fazer parte desse mercado, precisava construir uma base sólida de conhecimento.

Minha trajetória profissional sempre esteve ligada à área financeira, e foi justamente nessa área que encontrei a forma de contribuir com o futebol. A sustentabilidade de um clube não depende apenas de resultados dentro de campo, mas também de planejamento, organização e responsabilidade na gestão dos recursos.

Foi então que comecei a buscar especialização voltada para o esporte. Nesse processo, conheci a FootHub, uma escola dedicada à formação de profissionais que desejam atuar no mercado do futebol. Através da plataforma, tive a oportunidade de realizar o curso de Gestão Executiva no Futebol e também o curso sobre Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Essas formações foram fundamentais para ampliar minha visão sobre a indústria do futebol e entender, de forma mais profunda, as transformações que o esporte vem vivendo no Brasil.

O curso de Gestão Executiva trouxe uma visão estratégica sobre o funcionamento de um clube, suas áreas, seus desafios e suas responsabilidades administrativas. Já o curso de SAF permitiu compreender melhor o novo modelo jurídico e de governança que vem sendo adotado por diversos clubes brasileiros, trazendo mudanças importantes na forma como o futebol é administrado.

Mais do que conteúdo teórico, esses cursos proporcionaram uma visão prática sobre o mercado e reforçaram algo que eu já acreditava: o futebol brasileiro está vivendo um processo de profissionalização que exige cada vez mais preparo técnico, visão estratégica e responsabilidade na gestão.

Hoje, trabalhando no Brusque Futebol Clube SAF, tenho a oportunidade de aplicar na prática muitos dos conceitos que estudei ao longo dessa jornada. Na área financeira, acompanho processos, controles e planejamentos que são fundamentais para garantir organização e sustentabilidade dentro da estrutura do clube. O futebol é um ambiente intenso, dinâmico e desafiador. Cada decisão tem impacto, cada planejamento exige atenção e cada detalhe faz diferença no funcionamento de uma instituição esportiva.

Ao mesmo tempo, é extremamente gratificante fazer parte de um setor que movimenta tantas histórias, emoções e sonhos. Acredito que o futebol brasileiro vive um momento importante de transformação. A criação das SAFs, a busca por governança e a crescente profissionalização dos clubes mostram que o esporte está caminhando para estruturas cada vez mais sólidas, transparentes e responsáveis.

E nesse processo, a presença de mulheres também vem crescendo. Cada vez mais vemos mulheres ocupando espaços dentro do futebol, na gestão, na comunicação, na análise de desempenho, no direito esportivo e em tantas outras áreas. Ainda existe um longo caminho a percorrer, mas cada nova profissional que chega ao setor ajuda a abrir portas e ampliar possibilidades.

Para mim, fazer parte desse movimento tem um significado especial. Não se trata apenas de conquistar um espaço individual, mas de contribuir para que o futebol se torne um ambiente cada vez mais profissional, diverso e preparado para o futuro.

Minha trajetória no futebol ainda está sendo construída, e eu sigo aprendendo todos os dias. Mas se existe algo que essa caminhada já me ensinou é que o futebol precisa de profissionais preparados, comprometidos e dispostos a contribuir para o desenvolvimento do esporte.

E, neste mês da Mulher, minha mensagem para outras mulheres que sonham em trabalhar no futebol é simples: existe espaço para quem se prepara, se dedica e acredita no próprio caminho. O futebol está mudando. E cada mulher que decide fazer parte dessa transformação ajuda a construir um esporte mais forte, mais profissional e mais representativo.

Porque, no fim das contas, o que acontece dentro de campo sempre será o reflexo de tudo aquilo que é construído fora dele.

Texto de Maria Alice

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