Um ciclo está se acabando: quem comandará a Seleção Brasileira daqui para frente?

Um ciclo está se acabando: quem comandará a Seleção Brasileira daqui para frente?

Ninguém é eterno, e no futebol não é diferente. Atletas se aposentam e os clubes e as seleções precisam se adaptar e encontrar substitutos toda hora, e na Seleção Brasileira de futebol feminino estamos vivendo este ciclo de mudança. Marta, Formiga, Cristiane, entre outras, já viveram inúmeras alegrias e conquistaram diversos títulos pelos seus clubes e pelo Brasil, mas esta era está chegando ao fim, e a grande pergunta que fica é: quem comandará a amarelinha e seguirá os passos destas grandes atletas em prol da modalidade?

Que o Brasil é um berço de craques no futebol todo mundo sabe, mas estes craques precisam de apoio, incentivo, visibilidades e, principalmente, condições para praticar o esporte. Por isso, listamos algumas atletas que já se destacam e podem assumir o posto de comandar a Seleção daqui pra frente:

Debinha

Débora Cristiane de Oliveira, ou apenas Debinha, é uma das jogadoras cotadas para assumir o protagonismo da Seleção Brasileira nesta nova era. A mineira de 27 anos já tinha atuado com a camisa verde e amarela outras vezes, mas em 2019 ela disputou sua primeira Copa do Mundo, e saiu como uma das destaques da equipe. A jogadora tem como referência Ronaldinho Gaúcho e, talvez por isso, suas armas principais são a velocidade e o drible.

Andressinha

A gaúcha, nascida em Roque Gonzales, é uma das principais apostas do Brasil na “era pós-Marta”. Aos 25 anos, Andressinha já possui no currículos duas participações em Copa do Mundo e o título dos jogos Pan-Americanos em 2015, além de títulos individuais. A meio-campista, que se destaca desde as categorias de base, vem conquistando cada vez mais seu espaço na Seleção, sendo inclusive especulada por alguns torcedores e jornalistas para ser titular no último Mundial, disputado na França.

Yayá

Destaque do campeão do Brasileirão A2 2019, São Paulo, Yayá foi uma das novidades da técnica Pia Sundhage na sua primeira convocação como treinadora do Brasil. A paulista de apenas 17 anos já chamou a atenção dos críticos e, principalmente, dos clubes e da Seleção. Habilidosa e firme no meio de campo, a volante leva o apelido em alusão ao meia africano Yaya Touré, por sua semelhança dentro de campo.

E agora?

A renovação está batendo na porta, não tem como fugir, mas peças nós temos. Falta incentivo e apoio! Com isso, muitas Martas, Cristianes e Formigas virão.

Texto escrito por João Cammardelli, do site Jogando Com Elas.