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Fabio Motta/Divulgação

Após o sucesso do evento de Madonna em 2024, que congregou 1,6 milhão de espectadores e gerou R$ 300 milhões em receita para a economia local, a Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu ampliar o projeto “Todo Mundo no Rio”, visando atrair grandes artistas para apresentações em Copacabana.

A realização do megaevento de Lady Gaga na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, demandou um investimento recursos públicos e privados totalizando R$ 92 milhões. Projeções oficiais apontam um retorno econômico estimado em R$ 600 milhões considerando os impactos positivos em turismo, alimentação, transporte e comércio local.

A gestão da escola de futebol transcende o campo de jogo, demandando expertise em marketing, finanças, gestão de marca e, fundamentalmente, visão estratégica. A título de análise gerencial, destaca-se a recente apresentação da cantora Lady Gaga em Copacabana, Rio de Janeiro, em 3 de maio de 2025.

Apesar de se apresentar como espetáculo artístico, sob a ótica da gestão, configura-se um case de city branding, estratégia abrangente que visa fortalecer a identidade e o posicionamento das cidades, destacando suas características únicas e atrativas para diferentes públicos-alvo — com valiosas lições para empresas que atuam na interface entre esporte, educação e impacto social.

Este artigo apresenta uma análise reflexiva da adaptação de práticas empregadas neste evento, show da Lady Gaga, ao contexto de escolas de futebol e de esportes, considerando o retorno sobre o investimento, parcerias estratégicas e posicionamento de mercado.

1. Posicionamento estratégico: a instituição opera como marca consolidada ou simplesmente como prestadora de serviços?

Conforme Kotler (2017), o posicionamento estratégico consiste em conceber a oferta comercial de modo a ocupar uma posição de destaque na percepção do consumidor, tratando-se, portanto, de um processo holístico e abrangente.  A apresentação de Lady Gaga, nesse contexto, representou uma ação de marketing territorial intencional, na qual a artista desempenhou o papel de catalisadora na construção da imagem do Rio de Janeiro como destino turístico e cultural, promovendo a cidade como um produto simbólico e vivencial.

Similarmente, escolas de futebol devem ir além da simples oferta de treinamentos, desenvolvendo uma proposta de valor clara que reflita seus diferenciais, como metodologias consistentes, experiência do aluno e vínculos com marcas consolidadas. Essa construção estratégica possibilita reduzir a exposição à competição por preço e contribui para o fortalecimento de uma marca mais sólida e reconhecida ao longo do tempo

2. ROI: o retorno sobre investimento requer monitoramento constante

Um dos principais diferenciais do show da Lady Gaga foi a capacidade de gerar retorno econômico direto e indireto.  Em escolas de futebol, a avaliação do ROI das ações é raramente realizada pelos gestores.

•          Qual o retorno em novas matrículas gerado por um torneio amistoso?

•          A campanha de redes sociais resultou em aumento de visitas presenciais?

•          A entrega de medalhas e eventos familiares promoveu a fidelização ou apenas gerou custos?

Como salientou Peter Drucker, “O que é medido é gerenciado”. A gestão de dados é fundamental para o crescimento consistente e sua aplicação diária é imprescindível para garantir a sustentabilidade.

3. Parcerias Comerciais: mitigação de riscos e expansão de alcance

A Prefeitura do Rio de Janeiro financiou R$ 15 milhões para a realização do evento, valor equivalente a 16,3% do total, conforme autorização publicada no Diário Oficial. O mesmo montante foi aportado pelo Governo do Estado. O restante dos custos foi coberto por patrocinadores privados, como Heineken, Itaú e Rede Globo.

Essa estratégia de mitigação de riscos, com o consequente aumento do retorno sobre o investimento, demonstra uma prática eficaz.  De forma análoga, escolas de futebol podem adotar abordagem semelhante por meio de:

•          Trocas comerciais com academias e comércios locais, utilizando mídia como contrapartida por produtos.

•          Captação de patrocínios de empresas locais para eventos esportivos, gerando benefícios mútuos.

•          Celebração de acordos com instituições de ensino para concessão de bolsas esportivas ou desenvolvimento de ações conjuntas.

Essas práticas contribuem para consolidar a rede de relações no entorno da escola — envolvendo pais, empresas, instituições públicas e a comunidade em geral — fortalecendo o chamado ecossistema local, ou seja, o conjunto de atores que, direta ou indiretamente, influenciam e sustentam a operação da escola. Isso amplia a base de suporte institucional, financeiro e social da unidade, tornando-a mais resiliente e conectada à realidade do território onde está inserida.

4. Mídia espontânea: o público-alvo representa o principal canal de comunicação.

O evento obteve ampla repercussão, não apenas em função do investimento financeiro, mas, sobretudo, pelo desenho estratégico de uma ação com alto potencial de exposição e viralização espontânea — amplificada pelas redes sociais, pela presença de uma artista global e pela ativação coordenada entre diferentes agentes (públicos e privados). Esse elevado retorno em visibilidade, com relação custo-benefício elevado, evidencia a força de ações que combinam entretenimento, engajamento emocional e narrativa territorial.

Analogamente, uma escola de futebol pode implementar estratégias semelhantes por meio de:

•          Eventos com atletas convidados ou ex-jogadores reconhecidos;

•          Ações em datas comemorativas com forte apelo local (como Dia das Crianças ou finais de campeonato);

•          Produção de conteúdo audiovisual com potencial de compartilhamento;

•          Parcerias com influenciadores locais e veículos regionais de mídia;

•          Envolvimento da comunidade em projetos sociais e culturais que reforcem a imagem da escola como agente de transformação.

Essa abordagem estratégica estimula o compartilhamento orgânico nas redes sociais, gerando mídia gratuita e de grande impacto.

A gestão de escola de futebol exige muito mais do que domínio técnico. Requisita e demanda mentalidade de negócio, visão estratégica e capacidade de adaptar práticas de sucesso de outros setores.

O show da Lady Gaga, para além de sua estética pop e do espetáculo em si, evidencia que grandes iniciativas de impacto exigem mais do que a atuação isolada do poder público é imprescindível a adoção de mentalidade empresarial, com definição clara de objetivos, indicadores de desempenho e geração de valor sustentável.

Proprietários de escolas de futebol podem, e devem, implementar tais conceitos:

•          Posicionar-se como marca educacional de alto impacto;

•          Monitorar o retorno sobre o investimento (ROI) de cada ação;

•          Estabelecer parcerias estratégicas para criar redes de apoio;

•          Planejar ações com potencial de gerar mídia espontânea, considerando elementos atrativos e relevantes para o público e para os meios de comunicação.

A profissionalização da escola de futebol é etapa imprescindível para o crescimento consistente das organizações do setor, assegurando atuação estratégica, reputação positiva e resultados mensuráveis.

Texto de Diogo Brito

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