
Foto: FootHub Experience
O futebol mudou — e continua mudando em uma velocidade que desafia até os profissionais mais experientes. O que antes era sustentado quase exclusivamente por vivência de campo, intuição e relações pessoais, hoje exige algo muito mais profundo: repertório técnico, visão sistêmica, capacidade analítica e, acima de tudo, disposição constante para aprender.
Falo isso não apenas como alguém que vive e estuda o futebol, mas como alguém que convive diariamente com dirigentes, executivos, treinadores, atletas e profissionais que tomam decisões sob pressão. O padrão é claro: quem para de aprender, mais cedo ou mais tarde, fica para trás.
Educação contínua no futebol não tem relação direta com acumular diplomas ou certificados para o currículo. Tem relação com desenvolver capacidade de pensamento. É aprender a conectar áreas que historicamente foram tratadas de forma isolada: futebol, orçamento, planejamento, pessoas, governança e estratégia. Quando essas conexões não existem, as decisões se tornam frágeis — mesmo quando parecem corretas no curto prazo.
Um erro comum de muitos profissionais é acreditar que a experiência acumulada ao longo dos anos é suficiente. A experiência é valiosa, mas sozinha ela envelhece. O futebol de hoje não é o mesmo de cinco, dez ou quinze anos atrás. Modelos de gestão mudaram, a pressão externa aumentou, a exposição é maior e a margem de erro é cada vez menor. Quem não atualiza seu repertório passa a repetir soluções antigas para problemas novos.
Aprender continuamente exige humildade
Há uma frase frequentemente atribuída a Alvin Toffler que sintetiza bem esse momento histórico do futebol e das carreiras profissionais: “Os analfabetos do século XXI não serão aqueles que não sabem ler e escrever, mas aqueles que não conseguem aprender, desaprender e reaprender.” Exige reconhecer que o futebol é um sistema complexo, onde decisões nunca são neutras. Uma contratação impacta o caixa. Um erro de planejamento afeta o desempenho esportivo. Uma liderança mal preparada compromete o ambiente interno. Estudar é ampliar a capacidade de antecipar consequências — algo essencial para quem deseja crescer no mercado.
Ao longo da minha trajetória, percebi que os profissionais que constroem carreiras mais consistentes são aqueles que tratam o aprendizado como parte da rotina, e não como algopontual. Eles leem, escutam, observam, perguntam e, principalmente, refletem. Não têm pressa em parecer prontos, porque entendem que o processo de formação nunca termina.
No FootHub, a educação contínua é um pilar inegociável. Nossos programas não são pensados para entregar respostas prontas, mas para desenvolver capacidade de análise, senso crítico e responsabilidade decisória. Ajudamos os profissionais a entenderem não apenas o que fazer, mas por que fazer — e quando não fazer.
Existe também um aspecto pouco falado da educação: ela protege a carreira. Em um mercado instável como o futebol, conhecimento gera autonomia. Quanto maior o repertório, menor a dependência de cargos, convites ocasionais ou relações frágeis. Profissionais preparados conseguem se reposicionar, argumentar, propor e liderar.
Se eu pudesse deixar um conselho a quem deseja crescer no futebol, seria simples: trate sua formação com o mesmo nível de seriedade que um clube deveria tratar seu planejamento estratégico. Não terceirize sua evolução. Não espere o mercado exigir aquilo que você poderia ter desenvolvido antes.
O futebol moderno não precisa apenas de apaixonados. Precisa de profissionais conscientes, preparados e dispostos a aprender continuamente. É assim que se constroem carreiras longevas — e decisões melhores.
Se você quer aprofundar seu repertório, desenvolver visão estratégica e aprender continuamente sobre carreira, gestão e decisões no futebol, acompanhe os conteúdos do FootHub no site, LinkedIn, newsletter e demais canais. Aqui, o relacionamento começa pelo conteúdo — e evolui com método.
Texto de Diogo Bitencourt



