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 Foto: Luiz Erbes/AGIF

Trabalhar com o Abel Braga foi um dos privilégios mais marcantes que o futebol me deu. Ele nunca foi apenas o técnico campeão, o nome forte do banco de reservas. Sempre foi o cara que entende que liderança verdadeira é colocar a própria história em risco quando o clube está machucado. E foi isso que ele fez agora. Mesmo com um legado consolidado, com capítulos que qualquer treinador protegeria como ouro, o Abel voltou sabendo que poderia arranhar tudo isso. Mas escolheu enfrentar o momento mais pesado para tentar salvar o time.

Esse tipo de coragem vale mais do que qualquer desenho tático. E é por isso que o Abel Braga segue ensinando mesmo quando você não joga mais, mesmo quando já não está sob o comando dele. Ele ensina pelo exemplo, pelo jeito direto, pela responsabilidade com o ambiente e pela capacidade rara de assumir o peso que muitos evitam.

Hoje, com a permanência garantida, o futebol comemora o resultado. Eu comemoro a atitude. Porque quem conviveu com ele sabe que o Abel Braga não lidera apenas com prancheta; lidera com caráter, com palavra, com presença.

Alguns treinadores passam como parte da nossa carreira. O Abel, não. O Abel permanece. Permanece na memória, na postura, e na forma como nos faz continuar aprendendo mesmo depois que a relação profissional termina.

Texto de Eduardo Weydmann

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