Otimização da performance no futebol

Estratégias de redução da probabilidade de lesões e otimização da performance de jogadores de futebol profissional são fundamentais para o trabalho da equipe de suporte do atleta. Isto inclui a periodização correta das cargas de treino (frequência, duração, intensidade) que podem aumentar ou diminuir a fadiga posteriormente. O controle da fadiga é importante para as adaptações que ocorrem durante os ciclos de treinos, partidas e períodos de recuperação ou descanso. A importância de gerenciar a fadiga do atleta levou ao aumento no interesse em monitorar as cargas, particularmente em termos das medidas quantitativas ou qualitativas que podem oferecer “insights” a respeito de adaptações fisiológicas positivas ou negativas aos estresses coletivos de treinamento e competição.

O futebol é um esporte coletivo, exigente, e quando os jogadores são desafiados a um nível apropriado, adaptações fisiológicas dos sistemas aeróbico, cardiovascular e muscular, surgem beneficiando o desempenho esportivo por meio do desenvolvimento de variáveis como força, resistência e velocidade. No entanto, cargas excessivas e inespecíficas de treinamento, períodos de recuperação insuficientes, má reposição das fontes de energia e monitoramento inadequado podem levar à sobrecarga da capacidade dos sistemas fisiológicos e musculoesqueléticos (dependentes entre si), gerando aumento da probabilidade de lesões em atletas de futebol de elite.

Quando falamos em cargas de treinamento devemos nos referir as cargas internas e externas impostas ao atleta. Carga externa refere-se ao trabalho realizado pelo atleta independente de suas características interna. A carga interna, ou a tensão fisiológica relativa resultante dos fatores de treinamento externos, também é crucial para determinar tanto o estresse imposto quanto adaptação ao treinamento. Divergências no incremento e monitoramento destas duas variáveis podem ser a diferença entre o sucesso e o fracasso.

Vamos recordar que, quando nos referimos a fadiga, podemos medi-la através de indicadores mecânicos como saltos contra-movimento e agachamentos, onde serão avaliados altura dos saltos, picos de potência, tempo de voo, profundidade do agachamento, velocidade e outras variáveis que podem nos fornecer informações importantes à respeito da fadiga neuromuscular do atleta. Marcadores bioquímicos para avaliar o dano muscular e o estresse fisiológico sob o qual o atleta foi submetido durante os treinamentos ou partidas incluem os níveis de creatina quinase e lactato obtidos através de amostras sanguíneas.

Muitos métodos para otimizar a recuperação, a perfomance e reduzir a probabilidade de lesões em jogadores de futebol tem sido discutidos e ainda encontram-se sob pesquisas. Diversos clubes da Premier League da Inglaterra incluem estratégias de monitoramento dos atletas em suas rotinas na tentativa de reduzir a probabilidade de lesões e manter a mais alta performance.

Blanch, P., & Gabbett, T.J. (2015). Has the athlete trained enough to return to play safely? The acute:chronic workload ratio permits clinicians to quantify a player´s risk of subsequent iinjury. Br J Sports Med.

Vanrenterghem J, Nedergaard NJ, Robinson MA, Drust B. (2017). Training load monitoring in team sports: a novel framework separating physiological and biomechanical load-adaptation pathways. Sports Medicine.

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FOOTBALL MEDICINE

Autor: Ft. Bruno Machado