A inserção do futebol na Nova Economia é destaque no Foot.Hub

A inserção do futebol na Nova Economia é destaque no Foot.Hub

O evento Futebol e a Nova Economia foi atração na noite desta quinta-feira (09), no Foot.Hub. O gestor Rafael Weber apresentou cases de inovação dentro da indústria do futebol. Foram alguns exemplos, que serão elencados ao longo deste texto, de práticas e tecnologias que estão inseridas na chamada nova economia, área que o palestrante passou a dominar após se reposicionar na carreira.

Para começar com o assunto, Rafael lembrou que a tecnologia e a inovação estão surgindo e se mantendo cada vez mais rápido. As transformações acontecem naturalmente no mundo em que vivemos e afetam diretamente a economia global. Comparando com tempos passados, atualmente estamos passando por uma era exponencial, diferente do comportamento linear observado anteriormente. Um exemplo passado durante o evento foi o da Kodak, empresa do mercado de fotografia que viu o Instagram dominar seu mercado em um período muito curto.

Alguns fatores que geram essa aceleração na economia estão dentro da cultura de Start Up, onde o preço para aprender sobre uma área de negócios nunca esteve tão baixo. Além disso é possível realizar diversos experimentos do produto sem prejudicar o andamento da ideia. É aqui que entra o conceito de MVP, o produto minimamente viável, testado diretamente com o público alvo com as modificações ocorrendo em tempo real.

Outro ponto levantado se refere ao uso de dados e Inteligência Artificial. Seu uso vai desde captação de atletas até prospecção de novos clientes. Ambas as ferramentas podem ser fundamentais para diminuir a chance de erro no momento de investir o capital, diminuindo assim, o custo do produto. Dois exemplos atuais do esporte são o time do Ajax e Seleção da Bélgica, que usam a análise de dados para encontrar os jogadores ideias para a formação de times vencedores. Parece que está funcionando.

Um terceiro tópico exposto tratou do novo perfil de consumidor: pessoas mais conectadas, mais diferenciadas. A partir do surgimento das mesmas é necessário atingir nichos específicos de preferências. A realidade virtual, já inserida para análise dos jogos e melhora dos treinos, surge também para entregar novas experiências para torcedores.

Outras três áreas que estão se desenvolvendo ainda mais nessa nova economia são a financeira, recursos humanos e saúde. Na primeira surgem as fintechs, unindo tecnologia aos serviços financeiros, tendo como principal objetivo facilitar a vida dos clientes. Por que não levar este pensamento para dentro dos clubes? Quanto ao RH, cabe utilizar raciocínio parecido com o que foi visto na captação de atletas. Os custos estão sendo reduzidos com melhores profissionais ocupando cargos nas instituições do esporte. Por fim a área medicinal, capaz de melhorar o desempenho físico do atleta, permitindo com que ele atue com mais frequência dentro da temporada.

Para finalizar o evento, Rafael levantou uma questão. Como introduzir estes e outros conceitos da nova economia no futebol, especificamente no mercado brasileiro?

O primeiro passo se refere ao mindset, a mentalidade. Essa precisa passar por mudanças, já que os gestores atuais se encontram ainda muito ligados ao passado. Além disso, o foco principal dos investimentos é o futebol e você destinar recursos para áreas de inovação não será bem aceito entre conselheiros, imprensa e torcedores. O segundo passo é justamente deixar esta crença de lado e criar um time de inovação dentro do clube. Uma área separada, para que a cultura que se desenvolva mais facilmente. Deve ser realizado um diagnóstico de inovação para trabalhar com mais objetividade nos segmentos que realmente precisam. Existem exemplos ao redor do mundo da bola de clubes que já possuem iniciativas como essa, ou algo semelhante. No Brasil os exemplos são Athlético e Palmeiras. Em nível mundial existe o Barça Inovation Hub e está sendo criada a Academia de Inovação futebol alemão, que promete ser o Vale do Silício do futebol. A inovação será fundamental para sobreviver nos próximos anos e quem não perceber vai ficar para trás.

A inovação é um dos pilares do Foot.Hub e esteve muito presente no evento de hoje. As informações trazidas pelo Rafael ainda destacam um segundo pilar, a educação. Ao final dele, outro pilar se sobressaiu, a conexão. Mais uma grande noite no Foot.Hub.