Fazer o que se gosta é coisa séria

Fazer o que se gosta é coisa séria

A gente não tem a mínima ideia do que pode salvar o outro de uma doença como a depressão. Ou dos sintomas que precedem esse mal, como a tristeza exagerada, melancolia ou sentimento de vazio.

A grande verdade é que cada um tem a sua dor e querer minimizar isso ou chamar de frescura é de uma crueldade sem tamanho. Mas também é verdade que cada um tem o seu jeito de fugir ou se curar disso. E o mais maravilhoso da vida e emoções humanas é que não existe um padrão. As pessoas só precisam encontrar a sua saída particular. Sem se importar com o que os outros estão pensando.

Explico, procurar ajuda, ir ao médico, psicólogos, terapias alternativas, etc, tudo isso é válido é extremamente importante. E aliado a isso é indispensável que aumentemos nossos níveis dos hormônios da felicidade e do prazer. Mas a gente só consegue isso de um jeito: sendo feliz e tendo prazer.

Aí vocês podem perguntar, mas como, Gi? Se as pessoas depressivas não têm vontade para nada?
Elas podem não ter vontade. Mas elas precisam saber o que gostam de fazer e o que causaria felicidade se fizesse. E esse é o jogo da retomada para a vida. Fazer o que se gosta, mesmo que no início seja sem muita vontade mesmo.

Por que vocês acham que pessoas relatam que saíram da depressão quando começaram a jogar um futebolzinho com os amigos? Ou tênis? Ou qualquer atividade física?

Pessoas que descobriram na gastronomia uma fonte de prazer e cura emocional. Conheço algumas. E aquelas que começaram a ajudar outras pessoas com suas habilidades e ali viram suas dores se dissipar?

A gente (sim, a gente, porque ninguém está livre de entrar no piloto automático e parar de fazer as coisas que gosta) precisa prestar mais atenção naquilo que nos traz alegria e satisfação. E não deixar que a correria do dia nos obrigue a abrir mão disso.

Ficar doente emocionalmente é muito rápido. É só a gente parar de se ouvir e de se priorizar.
Há quanto tempo você não tem um tempinho para pensar se a tua vida pode ser mais leve? Há quanto tempo não ri até doer a barriga? Há quanto tempo não brinca com seus filhos ou com seus pais? Não sai com seus amigos ou com quem ama?

Eu não sei do que gosta de fazer.
Mas você sabe.
Faça mais e veja a mágica acontecer. Uma vida mais feliz e com mais sorrisos.

A gente aqui do Foothub ama futebol. Na TV, no estádio, no rádio, no debate, na corneta. Mas também amamos pessoas, conexões, histórias de vida. E estamos à disposição para conhecer a sua história, para rir e se precisar chorar contigo.

Nossas portas estão abertas. E olha que máximo, nossa janela não fecha em setembro. Estamos aqui todos os dias. Só chegar e fazer parte dessa família.

Por Gisele Kümpel