Cabecear uma bola de futebol pode machucar o ce?rebro das mulheres mais do que os homens

Cabecear uma bola de futebol pode machucar o ce?rebro das mulheres mais do que os homens
As bolas de futebol parecem ter um impacto maior nas mulheres do que nos homens. Essa é a conclusão de um novo estudo que concentra-se nos cérebros dos jogadores de futebol amadores.

Golpes na cabec?a – como bater uma bola de futebol com a cabec?a – podem realmente sacudir o ce?rebro. Atletas do sexo feminino tendem a sofrer mais sintomas do que os homens apo?s leso?es cerebrais, observam os autores do estudo. Mas ate? agora, ningue?m havia comparado diretamente os danos em homens e mulheres depois de liderar as bolas.

Michael Lipton e? um especialista em imagens cerebrais. Ele trabalha no? Albert Einstein College of Medicine?, em Nova York. De 2013 a 2016, ele fez parte de um grupo que recrutou 98 atletas de times amadores (incluindo times universita?rios). Os atletas estimaram com que freque?ncia eles tinham cabeceado uma bola no ano passado. Os pesquisadores enta?o compararam homens e mulheres que relataram nu?meros semelhantes de cabeceios.

A estimativa mediana entre os homens foi de 487 cabec?alhos. Para as mulheres, a mediana foi de 469 cabec?adas. (A mediana e? o nu?mero do meio quando todas as contagens dos atletas foram colocadas em ordem do menor para o maior.)

Os pesquisadores enta?o se debruc?aram sobre as imagens cerebrais de cada jogador procurando por sinais microsco?picos de dano. Eles usaram um tipo de varredura conhecido como imagem de tensor de difusa?o. E? uma forma de ressona?ncia magne?tica. Esse tipo de ressona?ncia magne?tica pode destacar alterac?o?es na substa?ncia branca do ce?rebro. Feixes de fibras compo?em essa mate?ria branca. Essas fibras, chamadas axo?nios, transmitem sinais ele?tricos das ce?lulas nervosas de uma parte do ce?rebro para as de outra. Enta?o, os danos a? substa?ncia branca podem limitar o funcionamento do ce?rebro.

Os exames revelaram danos cerebrais mais disseminados nas jogadoras femininas, relata a equipe de Lipton. Nas mulheres, oito regio?es apresentaram danos potenciais ligados a? cabec?adas frequentes. Nos homens, apenas tre?s regio?es. No geral, essas alterac?o?es na substa?ncia branca afetaram cerca de cinco vezes mais o volume do ce?rebro nas mulheres do que nos homens.

As alterac?o?es cerebrais estudadas aqui na?o foram grandes o suficiente para causar sintomas de concussa?o ou outros tipos de danos cerebrais. Mas golpes repetidos no ce?rebro podem contribuir para perda de memo?ria, depressa?o e outros problemas. Uma preocupac?a?o e? ETC, abreviac?a?o de encefalopatia trauma?tica cro?nica. Esse distu?rbio pode se desenvolver em jogadores de futebol, soldados e outros cujos ce?rebros sofreram repetidos traumatismos cranianos. ETC pode levar a confusa?o, dificuldade para lembrar de coisas e exploso?es emocionais.

Os pesquisadores na?o sabem porque os ce?rebros das mulheres aparecem em maior risco. Diferenc?as em suas cabec?as e pescoc?os podem desempenhar um papel. Assim como gene?tica e hormo?nios. Acrescentam que a maior vulnerabilidade encontrada nas mulheres aponta para o fato de ser importante estudar ambos os sexos.

Confira no vídeo.

Fonte: Science News for Students